Comissões discutem melhorias na estrutura e na gestão da Escola de Aplicação do Recife

Dúvidas sobre a organização administrativa e o futuro da Escola de Aplicação do Recife – instituição de ensino fundamental e médio ligada à Universidade de Pernambuco (UPE) – motivaram uma audiência pública na Assembleia Legislativa nesta terça (15). Pais, alunos, educadores e gestores da entidade discutiram saídas para problemas enfrentados atualmente pelo colégio. Presidente da Comissão de Administração Pública, que organizou a iniciativa em conjunto com a Comissão de Educação, o deputado Lucas Ramos (PSB) anunciou que será formado um grupo de trabalho para dar andamento a pontos levantados durante o debate. A principal questão a ser enfrentada pelo grupo, adiantou o parlamentar, será a de apresentar uma proposta para resolver o “limbo administrativo” em que a Escola se encontra: a instituição não é vinculada formalmente à UPE – que organiza a seleção de alunos, custeia as atividades e oferece o espaço onde acontecem as aulas, na Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco – nem à Secretaria Estadual de Educação – responsável por ceder professores e equipe pedagógica. “Vamos propor a alteração do regimento interno da UPE, para regularizar a situação da Escola e integrá-la ao organograma da universidade”, disse Lucas Ramos, sublinhando que, a partir daí, será possível pleitear que se analise a possibilidade de a unidade ter um orçamento autônomo e um quadro próprio de professores formado a partir de concurso público. O deputado informou que o grupo de trabalho será composto por representantes de pais e alunos, educadores e gestores da Escola, da Alepe, da UPE, além das secretarias de Educação e de Ciência e Tecnologia (à qual é subordinada a universidade estadual). Teresa Leitão (PT), presidente da Comissão de Educação, defendeu que a solução para o problema administrativo garanta a identidade entre a UPE e a Escola de Aplicação do Recife. “O colégio não poder ser ‘de Aplicação’ só no nome, nem pode ter o vínculo apenas do ponto de vista formal. Ele deve ser um campo de experimentos pedagógicos avançados e onde possa se propor um currículo inovador”, argumentou. Também presente, a deputada Priscila Krause (DEM) acompanhou o entendimento. Presidente do conselho de pais, Adilson Barbosa frisou que a indefinição administrativa reduz o potencial da instituição. “Falta definir quem é responsável por cada coisa. Isso ameaça a qualidade da Escola, colocando-a em um patamar inferior ao que poderia alcançar, e põe em dúvida o direito dos nossos filhos de ter acesso a uma educação de qualidade”, analisou. Mãe de uma aluna da instituição, Carla Queiroz se manifestou no mesmo sentido: “A luta é muito grande e os resultados têm sido enormes. Queremos que a UPE reconheça a Escola e que o colégio receba o mesmo status dos cursos universitários”. Aluna do Ensino Médio, Laura Sento-Sé afirmou que o problema vivido pela Escola resulta em perda de recursos, que poderiam resultar, por exemplo, na construção de espaços de lazer e de equipamentos para a prática de esportes – que hoje não existem na Escola. “Não queremos onerar a Universidade, queremos potencializá-la. Nossa instituição se soma à UPE, de quem também somos filhos. Somos seus filhos mais novos, e precisamos de um olhar diferenciado”, afirmou. Também participaram do encontro o diretor interino da Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco, José Cavalcanti, a gerente técnica da Secretaria de Educação Edione Cabral e a diretora da Escola de Aplicação do Recife, Cristina Beltrão. As secretarias de Administração e de Ciência e Tecnologia, além do Conselho Estadual de Educação, não enviaram representantes.
15/05/2018 (00:00)

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