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Economista apresenta análise da conjuntura atual na Comissão de Agricultura

A economista e socióloga Tania Bacelar apresentou, nesta quarta (20), panorama da conjuntura econômica estadual e do Brasil à Comissão de Agricultura. Os apontamentos vão nortear as ações do colegiado nos próximos anos. Temas como produção de alimentos e energia renovável foram sugeridos para debate. “Esta Comissão não pode ser apenas técnica, com a atividade única de conceder parecer. Tem que ser um espaço de debate”, defendeu o deputado Doriel Barros (PT), que preside o colegiado. Outros momentos de diálogo serão agendados, ao longo do ano, para ouvir demandas dos setores produtivos. “A Assembleia é a Casa do Povo. Queremos que aqui a população seja ouvida e tenha seus problemas analisados”, frisou. A abertura desse momento de escuta que a Comissão fará com representantes de persos segmentos foi com Tania Bacelar, que discorreu sobre o desenvolvimento rural e os impactos na cidade. Ela foi diretora da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), além de secretária de Políticas de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional, entre outros cargos. Atualmente, é professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A escolha do nome foi muito elogiada por parlamentares e participantes do debate. Tania falou sobre o cenário de crise que o Brasil enfrenta desde 2015 e destacou o que chamou de “resiliência da agropecuária”. “Mesmo no auge da crise e também com os efeitos da seca, a agropecuária manteve-se forte. Isso significa que as mudanças que fizemos lá atrás foram consistentes”, avaliou. Sobre o setor, apontou novos cenários em Pernambuco que precisam ser considerados, a exemplo da perda de relevância de antigos segmentos, como a cana de açúcar e o algodão, a consolidação da fruticultura e a importância da avicultura para o País. Também destacou o potencial de geração de vagas do setor: “Dos dois mil empregos criados no Estado em 2018, 1.192 foram na agropecuária”. Na avaliação da economista, a produção de alimentos será um debate estratégico do século 21. “Quando se olha para o mapa de oferta, estima-se dificuldades. E hoje o padrão da oferta também está sendo questionado. A procura é por segurança alimentar com alimentação saudável”, analisa. A crescente demanda, as mudanças climáticas e a exiguidade de água e solo foram questões apontadas para reflexão. O potencial de energia renovável em Pernambuco também foi elencado por Tania como debate importante para o colegiado. “Não vejo o tema na agenda da Arpe (Agência Reguladora de Pernambuco) ainda. É preciso que se discuta, porque o Estado tem grande capacidade eólica e solar”, chamou atenção. A ampliação de políticas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a implantação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) foram considerados avanços. Alguns desafios apontados por Tania foram: a consolidação da valorização do rural, a promoção de políticas alinhadas a especificidades locais, a promoção da agricultura familiar como atividade comercial, o enfrentamento do passivo habitacional e a regularização fundiária. Parlamentares também contribuíram para o debate. A questão da aposentadoria rural, diante da proposta de Reforma da Previdência, foi problematizada por Doriel. Dulcicleide Amorim (PT) comentou sobre a melhoria da qualidade de vida no ambiente rural ao longo dos anos. Henrique Queiroz Filho (PR) mencionou sobre o potencial energético do bagaço da cana e do eucalipto. A ampliação do debate com a participação dos demais Estados do Nordeste foi sugerida por Isaltino Nascimento (PSB). João Paulo (PCdoB) falou sobre os impactos dos avanços tecnológicos na geração de empregos. Já Teresa Leitão (PT) defendeu o papel da economia popular solidária.
20/03/2019 (00:00)

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